"Quando tu és ajudado a aprender a cozinhar, és ajudado a fazer a única coisa que realmente interessa. Nós só tivemos uma ou duas gerras mundiais, mas temos três refeições por dia. Não há nada no mundo que nós façamos mais do que comer" Will Rogers

segunda-feira, 11 de março de 2013

Facebook

Continuam a poder seguir-me no FACEBOOK VidaMacrobiotica

Lá vos espero....

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Voltei!

Ao fim de tanto tempo sem acrescentar rigorosamente nada a este espaço, que a dada altura da minha vida comecei, eis que chegou o momento em que uma enorme vontade de partilhar voltou a preencher o meu ser…
Depois de algumas intermitências na minha vida macrobiótica, À mais ou menos 1 mês atrás li um texto que mudou completamente o meu ser, não sei se me escandalizou, o meu ser, se alterou a programação do meu ADN, enfim, o que é certo é que como que por magia, o meu cérebro passou, no que refere em ultima analise à alimentação, e escrevo em ultima analise, porque considero ser mesmo um efeito, porque o que mudou, foi mesmo a maneira de estar, na sociedade, no mundo, na natureza e tudo o que a compõe.
A minha vida macrobiótica saiu assim, muito mais reforçada, agora deixou de ser só uma questão da minha saúde e bem estar, passou a ser uma questão de respeito por todos os seres vivos, que não são assim tão diferentes de mim, e que desempenham o seu papel, e são tão necessários nesta aldeia global como eu…

Namasté

terça-feira, 24 de julho de 2007

Vegetais

Há várias maneiras de se cozinharem os vegetais: podem ser fervidos, assados, no vapor, fritos ou refogados (saltea­dos). O método mais empregado dentro da alimentação macrobiótica é o nitsuke. Há duas maneiras de prepará-lo

O primeiro método é rápido e os vegetais ficam mal cozidos. Cortam-se os vegetais em pedaços finos ou peque­nos, refogando-os com um pouco de óleo de milho (no verão) ou óleo de sésamo (no Inverno), em fogo brando por uns 5 minutos. Reduzir o fogo e refogar por mais 10 minutos.

Tempere com sal, tamari ou miso e retire do lume.

O segundo método usa água; os vegetais ficam mais tenros e podem ser cortados em tamanhos maiores. Refogar os vegetais com óleo em fogo brando, adicionando depois água de maneira a cobri-los. Cozinhe até que fiquem no ponto desejado. Temperar com tamari ou miso no final. Se sobrar muita água, deixar cozinhar destapando a panela ou se, faltar, colocar o suficiente para que não queimem.

Refogado com alga kombu
Outra alternativa é a de substituir o óleo por um pedaço de alga kombu. Corta-se um pedaço de alga e deixa-se de molho por uns 10 minutos. Colocar esta alga no fundo da panela e por cima o que for cozinhar, adicionando a água necessária. Tempere com um pouco de tamari (molho de soja), no final.
A alga pode ser aproveitada para outro prato, sopas, etc.

Vegetais fervidos
No verão para se obter uma refeição yin, os vegetais poderão ser apenas fervidos, por uns 2 ou 5 minutos, em água levemente salgada.

Cozer na panela de pressão
Os vegetais são cozidos apenas com um pouco de água. Levam de 3 a 10 minutos para ficarem prontos, dependendo da rigidez dos mesmos.

Uso de sal, tamari e miso
De uma maneira geral usa-se: sal ou tamari para as verdu­ras e tamari ou miso para os legumes.

domingo, 1 de julho de 2007

Algas

As algas - os legumes do mar

Seguramente que já ouviu falar das algas como alimento e é possível que até já tenha tido a coragem e curiosidade de as experimentar numa visita a um restaurante chinês, japonês ou macrobiótico. Pode até ter gostado bastante da experiência mas pensar que estes alimentos são por demais exóticos para utilizar no dia a dia e como tal fazem parte de um grupo especial de produtos que se utilizam em períodos excepcionais para aumentar a cultura gastronómica ou para nos divertirmos.
Ou, acha que gostaria de as utilizar com regularidade mas não sabe onde as comprar e muito menos como as cozinhar; para além disso não tem a mínima ideia de que algas deve escolher, uma vez que há tantas variedade diferentes.
Pois bem, neste artigo vou tentar elucidá-lo sobre estes preciosos alimentos e dar-lhe algumas dicas de como os utilizar.
As algas são literalmente vegetais marinhos (da mesma forma que as cenouras ou os brócolos são vegetais terrestres) e são utilizadas há séculos como alimento por povos como os chineses, japoneses, escoceses, irlandeses, islandeses, escandinavos, alemães, assim como pelos índios da América Latina que as utilizavam como medicamento para diferentes males.
Os vegetais marinhos têm uma riqueza enorme em minerais, particularmente cálcio (são muito mais ricas em cálcio do que os produtos lácteos) e em oligoelementos como cobre, zinco, estrôncio, cobalto, níquel, molibdénio, chumbo, estanho, vanádio, bromo, prata, crómio, bário, lítio, bismuto; o seu teor em proteínas é também bastante elevado assim como o teor em hidratos de carbono e vitaminas, possuindo algumas das algas quantidades assinaláveis de vitamina B12 que geralmente se considera só existir em produtos animais. (ver tabelas abaixo)





Se ficou impressionado com o valor nutricional destes alimentos, fique também a saber que as algas, quando bem confeccionadas, são extraordinariamente saborosas e enriquecem grandemente uma refeição. Num país como Portugal, podemos comer algas regularmente uma vez que somos banhados por uma extensa costa e da mesma forma que ingerimos bastante peixe devíamos ingerir o seu companheiro de habitat - as algas marinhas.
Quando comprar algas, as melhores disponíveis no mercado português são as japonesas ou as da costa da Bretanha, uma vez que são recolhidas ou cultivadas em mares pouco poluídos (costa bretã e região norte do Japão - ilha Hokaido).
As mais utilizadas são:

Wakame - de sabor suave, as wakame são principalmente utilizadas em sopas ou confeccionadas em conjunto com os vegetais. Deve demolhá-las durante cerca de 20 minutos e o tempo de confecção é de 15, 20 minutos.

Kombu - excelentes para cozinhar em conjunto com as leguminosas (tornam-nas muito mais macias e digeríveis, evitando a formação de gases intestinais) ou com os vegetais devem também ser demolhadas e demoram mais tempo a cozinhar do que as wakame (30 a 45 minutos ou mais).

Nori - muito em moda actualmente, uma vez que é com esta alga que se faz o famoso sushi, a nori prepara-se tostando-a rapidamente na chama do fogão. Pode comê-la directamente (tem um sabor agradável a peixe) ou parti-la aos pedaços e salpicar sobre a sopa, vegetais ou feijões.

Aramé - alga muito fina que se cozinha com os vegetais, excelente para os órgãos reprodutores femininos (mas também boa para os homens); deve demolhar cerca de 15 minutos e cozinha durante mais ou menos meia hora (ou mais).

Hiziki - textura semelhante à aramé, mas mais espessa e com um sabor a mar muito mais forte, a alga hiziki tem uma quantidade enorme de cálcio (ver tabela); cozinha como a aramé.

Agar-agar - em flocos ou barra, a agar-agar prepara fantásticas gelatinas de fruta ou de vegetais; excelente para obstipação e para ajudar a perder peso; deve demolhá-la poucos minutos e cozinhar até que a alga se dissolva; deixe depois solidificar e obtém uma gelatina excelente.Estas são as principais algas utilizadas - pode também experimentar outras, menos conhecidas e um pouco mais exóticas como a dulse, mekabu, ou alface do mar.

domingo, 24 de junho de 2007

CEREAIS EM GRÃO

Os cereais são o alimento primordial do homem. Portan­to; devem ser comidos diariamente, especialmente em grãos para que sejam aproveitadas todas as suas propriedades vitamínicas, minerais e proteicas. Já chamamos a atenção em outro tópico deste trabalho, a respeito dos malefícios provenientes do uso das farinhas. Se a pessoa tiver um moinho em casa e fizer a transformação do grão em farinha e utilizá-la na mesma hora, menos-mal fará. Entretanto, não aconselhamos tal operação a pessoas com doenças intesti­nais.
Sabemos que o arroz integral é o alimento fundamental na alimentação macrobiótica. Nele existe um perfeito equilí­brio Yin/Yang (5 por 1). Contém vitaminas B1, B6, B12, C, D, E, K, magnésio e hidrato de carbono (açúcar). O arroz completo fornece ao organismo o máximo de energia; é extremamente digerível e adaptado às exigências dos doen­tes e convalescentes.

O Gérmen de trigo é de fácil preparação, pois basta tostá-lo em frigideira e servi-lo. É bom para os intestinos.

Centeio, cevada, trigo e aveia em grão, devem ficar de molho de um dia para o outro. Retirar a água no dia seguinte sem jogá-la fora. Tostar em panela ou frigideira e depois adicionar a mesma água para a cozedura final durante 2 horas. Se o grão for novo, o cozimento será mais rápido.

O centeio em grão ou em farinha fresca para pães, favore­ce a circulação, torna os vasos sanguíneos elásticos e comba­te a constipação.

A cevada tem propriedades úteis na higiene intestinal e emolientes nos estados inflamatórios do sistema digestivo e urinário.

O Trigo é o único cereal que contém glúten e é devido a este elemento que a pasta de trigo pode ser submetida a fermentação sem se desagregar. Vide página 39 a receita do seitã (bolinhos, almôndegas, ou bifes de glúten). É muito rico em cálcio, fósforo,. vitaminas E, B e proteínas.

O sarraceno é o cereal mais Yang porque se dá em climas frios, isto é, num ambiente yin e fornece ao corpo o mesmo calor do da carne. Evite comê-lo no verão. Não há necessidade de deixar de molho.

A aveia em grão ou em flocos é rica em minerais e em vitamina B. Tem uma acção estimulante sobre a glândula tiróide. Deve ser mais consumida no Inverno.

Semola, é geralmente de trigo, mas pode também ser de outro cereal. É muito usada em doces macrobióticos ou em empadões salgados, misturados com legumes.

Maiz é um cereal do qual se extrai uma farinha de consumo corrente caracterizada pela sua riqueza em hidrato de carbono (açúcar).

O milho que foi o principal alimento em civilizações antigas e o é ainda em várias tribos africanas, é precioso para o organismo, sobretudo para pessoas débeis. Tem alto teor de ácido salicílico e hidratos de carbono, tendo uma acção activamente sobre a pele, cabelos, unhas e esmaltes dos dentes. No Brasil, onde de um modo geral o clima é tropical (Yang), o milho é muito apreciado e consumido. É servido apenas cozido em grão ainda agarrado à espiga (água e Sal) ou na forma de farinha fresca (fubá), através dos pratos chamados em São Paulo de polenta ou angú no Rio de Janeiro, ou ainda, angu à Baiana na Bahia.
Cozinha Básica Macrobiótica

Receita

SOPA PRIMAVERA

. ½ kg de abóbora
. 2 cenouras
. 1 cebola
. ½ pimento vermelho
. 1 dente de alho
. 1 tira de alga kombu
. 2 colheres de sopa de azeite. Sal, q.b.
. 1 colher de chá de sumo de gengibre
. 150 g de massa em concha ou cotovelos

Corte a abóbora, a cebola, as cenouras e o pimento em quadradinhos e esmague o alho.
Aqueça o azeite, coloque todos os vegetais na panela e salteie alguns minutos.
Junte 1 chávena de sopa de água, a tira de alga kombu, previamente demolhada, e cozinhe 15 a 20 minutos.
Junte ½ litro de água, deixe ferver e tempere com o sal, o sumo de gengibre e algumas folhas de manjericão.
Retire a alga kombu e triture tudo até obter um puré macio.
Coza a massa, separadamente, em água a ferver com sal e escorra num passador.
Junte a massa à sopa e envolva bem. Guarneça com uma folhinha de manjericão.
No Verão, pode servir esta sopa fria. É super saborosa e nutritiva.

Sugestões:Se não gostar do sabor do pimento, pode substitui-lo por beterraba. Se pretender uma sopa mais aveludada, junte um pouco de leite de soja ou de aveia no final da cozedura.


.......


Já está prontinha, e bem boa!!!!



quarta-feira, 20 de junho de 2007

Chás


Chá de 3 anos (Banchá)


Bebida habitual na macrobiótica.
Não contém cafeína nem teína.
É uma óptima bebida para depois das refeições, para fortalecer, desintoxicar e eliminar a fadiga (sobretudo se for colocada uma colher de chá de tamari/Shoyu).
O Banchá deve ser previamente tostado.
Para o seu preparo use cerca de 1 colher de chá tostado para uma chávena de água ferva e deixe em fogo brando por 10 minutos.

Receita

ARROZ COM AZUKI

. 1 Chávena de Arroz Integral
. 1 Chávena de Feijão Azuki
. 6 cm de Alga Kombu
. 3 Dentes de Alho
. 3 Colheres de Sopa de Gomásio
. Coentros Frescos
. Azeite ou Óleo para untar o tacho

Coza previamente o Arroz Integral e o Feijão Azuki (ou na panela de pressão ou ter em conta que ambos, demoram a cozer cerca de 30 minutos a ferver).

Num tacho colocar o óleo e deixar aquecer, de seguida juntar o alho, o arroz, o feijão, o gomásio e a alga combu cortada em bocadinhos (esta convém ter sido demoradamente demolhada ou cozida), envolva bem todos os ingredientes, quando levantar fervura desligue o lume e polvilhe com os coentros.

.......



Ingredientes




Ainda no tacho, mas prontinho!

terça-feira, 19 de junho de 2007

Receita

CEVADA COM LEGUMES DA ÉPOCA

. 2 Chávenas de Cevada Cozida
. Legumes da época (eu utilizei cebola, cenoura e brócolos)
. Shoyu
. Azeite para untar o tacho

Previamente cozer a cevada somente com sal.
Corta-se a cebola e coloque a alourar, de seguida adicione a cenoura cortada em bocadinhos pequenos e por ultimo os brócolos também cortados pequeninos, tapar o tacho e deixar em lume baixo durante cerca de 10 minutos. No fim adicionar a cevada.



…….


Ingredientes







Já está...



É uma receita super fácil de executar e que pode servir por exemplo de acompanhamento ao Tofu no Forno.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Glossário

AGAR – AGAR: Em flocos ou barra, deriva duma alga utilizada como gelatina e também é conhecida por kanten.

AMASAKE: Uma bebida ou pudim doce, produzido a partir de arroz glutinoso fermentado.

ARAME: Uma alga marinha preta que é retalhada.

ARROZ INTEGRAL: Arroz não polido. Há três variedades principais: de grão curto, de grão médio e de grão longo.

ARROZ GLUTINOSO: Variedade de arroz, mais doce e glutinoso.

ARROZ SELVAGEM: Cereal selvagem oriundo da América do Norte.

AZUKI: Feijão pequeno, vermelho.

BANCHA: Os rebentos, caules e folhas de plantas do chá japonesa, após madura. Também conhecido por Chá Três Anos.

BARDANA: Um planta selvagem, conhecida pelas suas qualidades fortalecedoras.

BULGUR: Uma forma de trigo integral que foi partido, parcialmente fervido e seco.

CEVADA: Cereal em grão, base da alimentação do Médio Oriente e alguns países da Europa.

CEVADA PEROLADA: Ver Hato mugi.

CHÁ DE CEVADA: Chá feito a partir de cevada tostada.

CHÁ MÚ: Chá produzido a partir de uma variedade de ervas.

CHIRIMEN IRIKO: Peixe pequeno seco.

CHUCRUTE: Couve retalhada e prensada com sal.

CONDIMENTO: Tempero utilizado sobre alimentos, à mesa.

COUSCOUS: Trigo partido, parcialmente refinado, alimento tradicional do Norte de África.

DAIKON: Rábano branco comprido. Podem-se utilizar como substitutos rábano vermelho ou nabo.

DAIKON SECO: Daikon que foi retalhado e seco.

DIFUSOR DE CALOR: Um disco de metal redondo que se coloca sob tachos ou panelas de pressão para distribuir uniformemente o calor e evitar que a comida se queime.

DULSE: Alga marinha de cor púrpura.

FACA DE VEGETAIS: Faca oriental com ponta quadrada e recorte duplo.

FU: Glúten de trigo seco e tufado. Demolha-se e cozinha-se em sopas, pratos de vegetais e de leguminosas.

GENGIBRE: Raiz picante e com propriedades medicinais, utilizam-se na cozinha.

GOMÁSIO: Um condimento feito a partir de sementes de sésamo tostadas e sal marinho.

HATCHO MISO: Miso produzido a partir de feijão soja, sal e água e fermentado sob pressão durante pelo menos 18 meses.

HATO MUGI: Erva selvagem, pequena e redonda, que tem sido consumida tradicionalmente como um cereal. Também conhecida como cevada perolada, Lágrimas de Job e cevada selvagem.

HIZIKI: Uma alga comprida e estreita de sabor forte.

KANTEN: Ver Agar – Agar.

KASHA: Ver trigo sarraceno.

KIMPIRA: Prato de vegetais salteado e cozinhado em chama baixa.

KINAKO: Farinha de soja tostada.

KOMBU: Alga seca e larga.

KUZU: Raiz selvagem com propriedades medicinais.

MALTE DE CEVADA:
Um adoçante natural, produzido a partir de cevada germinada.

MEL DE ARROZ: Adoçante natural produzido a partir de arroz integral maltado.

MILLET: Cereal amarelo e pequeno, alimento tradicional na China e na África.

MIRIN:
Vinho doce, utilizado para cozinhar.

MISO: Pasta de feijão, produzida com feijão soja, sal e uma variedade de cereais, Fernanda com um enzima especial.

MOCHI: Um bolo feito a partir de arroz glutinoso socado.

MUGI CHÁ: Chá de cevada tostada.

MUGI MISO: Miso produzido a partir de feijão soja, sal e água, preferivelmente não pasteurizado e envelhecido durante 2 a 3 anos.

NATTO: Feijão soja fermentado.

NATTO MISO: Condimento picante, feito a partir de cevada, miso, malte de cevada e gengibre.

NISHIME: Vegetais cozinhados bastante tempo no vapor com Kombu e uma pequena quantidade de água.

NORI: Folhas finas de alga seca.

NUKA: Farelo de arroz.

OHAGI: Arroz glutinoso socado e com a forma de bolas, que é envolvido com sementes, oleaginosas ou condimentos.

PASTA DE UMEBOSHI: Pickle de ameixa em pasta, utilizado para cozinhar e para molhos.

PRENSA PARA PICKLES: Pequeno contentor de vidro ou outro material, com uma rosca ajustável utilizando para fazer pickles ou salada pensada.

RAIZ DE LÓTUS: Raiz aquática com propriedades medicinais.

RAMEN: Massa chinesa.

SAL MARINHO: Sal produzido a partir de água do mar, rico em oligoelementos. Só se deve utilizar sal marinho branco, não refinado.

SEITAN: Glúten de trigo ou carne de trigo; utilizado como um substituto da carne em sopas, pratos de vegetais, de leguminosas e de cereais.

SHITAKE: Um cogumelo japonês seco.

SHISO: Folhas picladas com umeboshi. Podem-se comprar inteiras ou sob a forma de condimento.

SHOYU: Molho de soja produzido naturalmente. Feito com feijão soja, trigo, água e sal. Fermentado naturalmente e envelhecido pelo menos 18 meses. Utilizado como tempero.

SOBA: Massas japonesas feitas a partir de farinha de trigo sarraceno e farinha de trigo.

SOMEN: Massas japonesas muito finas.

SURIBACHI: Almofariz de cerâmica com ranhuras.

SURIKOJI:
Pilão de Madeira.

SUSHI MAT: Pequena esteira de bambu, utilizada para enrolar sushi e cobrir a comida, para a manter quente.

TAHIN: Uma pasta macia feita a partir de sementes de sésamo cruas e descascadas.

TAKUAN: Pickles de Daikon.

TAWASHI: Pequena escova utilizada para lavar os vegetais sem lhes estragar a pele.

TEKKA: Um condimentos feito a partir de raízes salteadas e miso.

TEMPEH: Produto à base de feijão soja e tradicional da Indonésia, feito com feijão soja partido, água e uma bactéria especial.

TOFU: Queijo de soja, produzido com feijão de soja, água e nigari (sais de magnésio).

TOFU SECO: Tofu que foi seco, tem uma cor beije e é muito leve.

TRIGO INTEGRAL: Cereal em grão utilizado tradicionalmente em muitas partes da Europa.

TRIGO SARRACENO: Uma erva selvagem, comida tradicionalmente sob a forma de kasha ou massa soba.

UDON: Massa japonesa de trigo.

UMEBOSHI: Pickles de ameixas pequenas com propriedades medicinais e utilizadas como tempero e condimento.

VINAGRE DE ARROZ: Um vinagre fermentado naturalmente a partir do arroz integral e usado com tempero e condimento.

VINAGRE DE UMEBOSHI: O liquido onde as umeboshi são envelhecidas.

WAKAME: Algas de folhas grandes verdes.

WASABI: Mostarda japonesa.

YANNOH: Café feito a partir de 5 cereais e leguminosas que são moídos até obter um pó fino.
.......
Publico aqui o Glossário, para que não existam dúvidas quando falo dos ingredientes das receitas, ou qualquer outro artigo.

domingo, 17 de junho de 2007

Receita

TOFU NO FORNO

.1/2 Kg de Tofu
. 2 Colheres de sopa de Shoyu ou Miso cevada
. Sumo de ½ Limão
. 2 Colheres de sopa de Azeite ou óleo
. Sementes de Sésamo e Cebolinho

Corte o Tofu em fatias e disponha-as num tabuleiro.
À Parte misture os restantes ingredientes com um pouco de água. Ponha este molho em cima do Tofu e leve ao forno durante 20 a 30 minutos. Sirva com ¼ de limão cortado fino e um raminho de salsa.


.......

Ingredientes para esta receita.


Preparado para Ir ao Forno.



Está Pronto!

sábado, 16 de junho de 2007

O QUE É A ALIMENTAÇÃO MACROBIÓTICA

0 termo "macrobiótica" tem sido muito discutido.
Do ponto de vista semântico e considerando a evolução do sentido que ela ocupa dentro da sociedade moderna, aparece a primeira vista como uma palavra sofisticada.
"Macro" significa grande, pode ser interpretado também como maravilhoso.
"Biótica" significa vida ou modo de vida. Dai se concluir que "Macrobiótica" significa grande vida (sem ser necessa­riamente vida longa) ou vida grande e maravilhosa. Uma pessoa pode ter uma vida não muito longa e, entretanto, ter uma vida com saúde e felicidade. Pode também ter uma vida relativamente longa, mas com muitas mazelas e infelicida­des. O ideal seria uma vida longa, grande e maravilhosa, com saúde e felicidade.

A Macrobiótica está baseada no princípio de que tudo se transforma, que esta lei governa os fenómenos da natureza, da sociedade, de todas as coisas deste planeta, inclusive o homem.

A manifestação de tudo isto é a própria Natureza que equilibra os dois elementos complementares e não antagónicos - Yin e Yang.
O mesmo ponto de vista nos mostra que todos os concer­tos de vida dualistas e antagonistas (saúde e doença, vida e morte, alegria e tristeza, etc.) são uma só coisa que se manifesta por dois aspectos. Portanto, são complementares e não antagónicos.
As vezes a doença é um bálsamo, pois é um caminho para a saúde.
Se devolvermos em amor a agressão, teremos, por conse­guinte, um amigo.
Considerando que a Macrobiótica e um modo de vida universal e não uma medicina empírica, uma religião ou um modismo orientalista, ela abarca tudo para a realização de uma melhor maneira de beneficiar o corpo fisco metabólico e psíquico, sem fazer discriminações contra qualquer ensina­mento ou disciplina que se oriente no sentido de um concer­to unificador e de uma vida feliz.
A prática diária de uma alimentação integral e equilibra­da e a tentativa de estabelecer o equilíbrio entre os elemen­tos Yin e Yang.
A preparação do corpo para a melhor recepção da energia bio plasmática (ou energia electromagnética), só poderá ocorrer através da transmutação dos fluidos, hormo­nas, sistema nervoso, equilíbrio entre corpo e espírito, por intermédio de uma escolha acertada de alimentos, da forma de cozinha-los e ingeri-los com mastigação tranquila e per­feita. Através do princípio da transformação, a macrobiótica recomenda alimentos preferencialmente do local, da estação do ano e organicamente desenvolvidos.

Não são recomendados os alimentos que tenham sido preparados por processos químicos, fertilizados ou pulveri­zados. Defende, portanto, tudo que seja a favor de uma alimentação natural e ecológica.
Muitas pessoas, entretanto, pensam que Macrobiótica é só comer a comida; mas de forma subjacente, esta toda uma filosofia e modo de encarar a vida diferentes, que levam o individuo ao auto-conhecimento, a harmonização com sua realidade interior e a descoberta da auto-realização. Atribu­tos que possibilitarão o conhecimento do nosso próprio metabolismo, tornando-nos médicos de nós mesmos, pois o homem moderno e capaz de conhecer com precisão todo o motor do seu carro, mas desconhece, totalmente, o funcio­namento do seu metabolismo.
A alimentação macrobiótica, portanto, não e uma dieta, mas uma forma equilibrada de ingerir alimentos escolhidos, desde que sejam observados todos os parâmetros de cada caso, cada pessoa, cada metabolismo, para que daí, todos sejam livres para comerem o que desejarem e se sentirem gratificados por tudo que a mãe natureza nos oferece.
Cozinha Básica Macrobiótica de Gilberto Pereira

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Receitinha à Sexta feira!

ARROZ SALTEADO

. 4 Chávenas de Arroz Integral Cozido
. 1 Chávenas de Água
. 1 Cebola e 1 Cenoura cortadas em diagonais finas
. Shoyu q.b.
. Óleo para untar o tacho

Salteie a cebola durante 5 minutos. Junte a cenoura, umas gostas de Shoyu o arroz e a água. Deixe cozinhar 15 a 20 minutos em lume brando ou até absorver todo o liquido.
No final salpique com um pouco de Shoyu e vinagre de arroz. Junte salsa picadinha e misture muito bem.
Para variar pode escolher outros vegetais, tais como: alho francês, couve branca, cogumelos, tofu esmagado, etc.

.......

Esta receita é muito prática de se fazer porque basta por exemplo já ter o arroz cozido, ou no caso de ter sobrado, torna-se uma receita super rápida de fazer.

Ontem fiz esta receita para o meu jantar e os vegetais que coloquei foram: courgete, alho francês e cenoura. Estava muito bom também.

Esta receita foi retirada do livro “Macro Apetite – Cozinha Natural e Portuguesa” de Eugénia Varatojo, que é a minha Bíblia na cozinha.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

30 Principios Macrobióticos!

PRINCIPIOS GERAIS

1. Tudo Muda;
2. Nada é Idêntico;
3. O que Tem Inicio, Tem Fim;
4. Tudo o que é extremo, facilmente muda para o oposto;
5. Toda a Polaridade É Complementar, Ainda Antagónica;
6. Opostos Atraem-se, Gostos Repelem-se;
7. A Cura é o Corpo, Mente, Espírito, Paradigma;
8. Um Grão, Dez Mil;
9. Vivero Parvo – “Toma o mínimo requerido”;
10. Meã Culpa;
11. Faz Amigos em Todo Lado;
12. Tudo o tem Verso, Tem reverso;
13. Quanto Maior a Frente, Maior o Dorso;
14. Respeita os Mais Velhos;
15. Personifique Gratidão Activa;
16. Ecologia;
17. Auto Desafio;
18. Cultiva o Senso de Humor;
19. Non-Credo;
20. Cresce em Expiral, Não Linearmente;
21. Busca Significado;
22. Cultiva a Intuição;

PRINCIPIOS RELACIONADOS COM A ALIMENTAÇÃO

23. Escolhe Alimentos Locais;
24. Categoriza os Alimentos por: Principais, Secundários e Prazerosos;
25. A Digestão Começa na Boca;
27. Usa os Cinco Sentidos: Gostos, Texturas e Cores, na Preparação dos Alimentos;
28. Evita Comer Tarde da Noite;
29. Quantidade Muda Qualidade;
30. Aprender a Preparar os Alimentos é Fundamental.

terça-feira, 12 de junho de 2007

Introdução!

Resolvi dar início a este blog, para de alguma forma compilar tudo o que tenho aprendido e pesquisado, sobre macrobiótica, e para que assim eu mantenha o meu nível de interesse sobre esta filosofia de vida, tão bem me tem feito, e muito melhor me vai fazer…